terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Chris Nolan Apadrinhará o novo Superman


Diretor começa também a esboçar o novo filme de Batman.
Foto: Divulgação.



E eis que uma notícia "quica" em todos os sites de entretenimento. Christopher Nolan será uma espécie de consultor, padrinho - ou qualquer coisa desse tipo - no novo filme do Superman!

A informação do Deadline Hollywood diz também que Nolan já trabalha, em parceria com Jonathan Nolan e David S. Goyer, no esboço de uma história para dar sequência ao "Cavaleiro das Trevas".

Depois dos excelente filmes da nova franquia de Batman, o diretor parece ter carta branca da Warner para fazer o que bem entender. E, ao que parece, o cara deve dar sua contribuição ao Azulão.

Não dá pra saber muito o que essa parceria deve render para o Superman, mas com certeza será algo muito bom. Bryan Singer e Brandon Routh podem estar envolvidos no projeto.

O único senão, é a história de que a Warner perderá os direitos sobre o Super no final de 2012, o que talvez inviabilizaria um novo longa nesse prazo.

A partir de 2013, só as famílias dos criadores do Azulão é que poderão autorizar (ou não) um filme sobre o herói. Será que vai dar tempo? Resta esperar.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Simply Red no Brasil


Banda de Mick Hucknall faz turnê de despedida em abril
Foto: Divulgação.




A temporada de shows em 2010 continua firme e forte. Em abril é a vez do Simply Red atracar em terra brasilis.

A banda inglesa vem com a turnê de despedida (iniciada em 2009) para "prestigiar" os fãs brasileiros.

As apresentações devem acontecer nas cidades de Recife (16/4, no Chevrolet Hall), São Paulo (20/4, no Credicard Hall), Belo Horizonte (21/4, no Chevrolet Hall) e Rio de Janeiro (23/4, no Citibank Hall).

A turnê também marca os 25 anos do grupo liderado por Mick Hucknall (um Humberto Gessinger importado).

O mais engraçado é que o Simply Red tocou por aqui em março do ano passado, justamente na tour de despedida. Parece o Marcelinho Carioca que vive se despedindo dos gramados.

Os preços dos ingressos ainda não foram divulgados.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Revista Cult Promove Congresso de Jornalismo Cultural


Evento debaterá a comunicação e a produção cultural.
Imagem: Divulgação.









Acontecerá no Teatro TUCA em São Paulo, nos dias 03, 04, 05 e 06 de maio de 2010, o II Congresso de Jornalismo Cultural promovido pela revista Cult.

Nessa edição serão debatidos, entre outros temas, assuntos ligados à comunicação e à produção cultural.

As inscrições ainda não começaram. O preço para se inscrever no congresso não deve ser tão diferente do cobrado no ano passado (cerca de R$750,00).

Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail: congresso2010@revistacult.com.br.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

"Natal Mágico": O Pior Cd de 2009


Leitores do blogzinho elegem o disco de Xuxa como o pior do ano passado.
Foto: Divulgação.



E mais um troféu para a "Rainha dos Baixinhos": O pior cd de 2009. De acordo com nossa fantástica enquete, "Natal Mágico" da Xuxa (esse disco com essa capa bizarra) teve uma vitória acachapante (alguém ainda usa essa palavra?).

Dessa vez, tivemos 30 votos no total, com 11 pessoas votando no álbum da mãe da Sasha (36%). Não que eu tenha escutado o cd, mas com uma capa dessas, ela queria o quê?

Em segundo lugar, com 7 votos (23%) ficou o "New Line in the Horizon", do U2. Esse sim eu ouvi e achei uma porcaria.

E no terceiro lugar, empate técnico. Com 3 votos cada (10%) "Cauby Canta Roberto", de Cauby Peixoto e "Scream" de Chris Cornell (muita gente nem considera essa bosta como um disco) dividem o pódio.

No quarto lugar, mais um empate. "Christimas in the Heart" de Bob Dylan (um álbum horrível) e "I Am...Yours An Intimate Performance At Wynn Las Vegas", de Beyoncé ficaram juntinhos. Que desonra, Dylan!

Os outros "candidatos" não obtiveram, juntos, mais de um por cento dos votos e nem merecem ser mencionados.

Obrigado a todos que votaram na enquete desse blogzinho. E não deixem de votar. "Qual banda/artista deve encerrar a carreira em 2010?". Votem!

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Crítica: Metallica no Brasil


O Metallica, de James Hetfield e Robert Trujillo, faz apresentação memorável.
Foto: Dionisius Amendola .



Dez anos, oito meses e vinte e dois dias. Esse foi o tempo que o Metallica ficou sem se apresentar em São Paulo.

Mas, com a disposição demonstrada pelos caras no último sábado 30 de janeiro, o público presente no estádio do Morumbi esqueceu essa longa espera.

O show da banda estadunidense formada por James Hetfield (guitarra e vocal), Lars Ulrich (bateria), Kirk Hammett (guitarra) e Robert Trujillo (baixo) reitera o que alguns já sabem: O Metallica ao vivo, quando quer, é imbatível.

Para aquecer a galera, o show de abertura, a exemplo de 1999, foi do Sepultura. A apresentação de Andreas Kisser e cia. não foi prejudicada pelo som baixo como naquele ano.

O bateirista Jean Dolabella é competente e leva com firmeza a "cozinha" em companhia do baixista Paulo Jr.

Derrick Green faz juz ao apelido e realmente é um "predador". Andreas é sem dúvida um dos maiores guitarristas do País.

O ponto negativo ficou por conta da escolha de algumas músicas para a apresentação.

As canções do cd "A-Lex" são chatas (o que pode explicar minha falta de atenção no show) e só os clássicos como "Refuse/Resist" e "Roots Blood Roots" empolgaram.

Enfim, foi um bom show, mas o melhor (e eu tinha ido lá para isso) estava por vir.

Apesar de estar distante do palco montado no gramado do Morumbi (estava na arquibancada), tínhamos (eu e meu irmão) uma boa visão.

Quando as luzes se apagaram, por volta das 21:35, "The Ecstasy of Gold" surgiu e o estádio urrava loucamente.

Há relatos de quem estava na pista que um trecho da música "Heavy Metal Thunder" do Saxon também pôde ser ouvida na introdução do show. Eu não ouvi.

O Metallica enfim subia ao palco do Morumbi para lavar a alma de mais de 60 mil pessoas presentes no local (ao contrário do que li, não estava lotado).

"Creeping Death" entrou violentamente em nossos ouvidos seguida por "For Whom The Bell Tolls" - cantada a plenos pulmões por este blogueiro.

Aí James Hetfield disse: "We are 'The Four Horsemen' São Paulo!". E a faixa do álbum (e não da música, viu Paulo Ricardo*!) "Kill´em All é executada em alto e bom som.

O vocalista brincou muito com a plateia (diferentemente de 1999) e gritava "São Pauloooo!" a todo o momento.

Robert Trujillo pulava e girava feito um monstro, parecendo divertir-se (a banda toda estava) enquanto tocava magistralmente.

Kirk Hammett, sem firulas, mostra que a cada ano melhora como músico.

Lars Ulrich é um dinamarquês baixinho, com cara de folgado, mas que soca a bateria com uma paixão incrível!

"Harvester of Sorrow" foi a primeira surpresa da noite e ao vivo soa poderosa. E eis que surge o violão elétrico de Hetfield no palco. "Nothing Else Matters, já?", pensei. Ledo engano.

"Fade to Black" vem para me levar às lágrimas (sorry, mas é minha música favorita) e fazer o público do Morumbi acender isqueiros.

Isso mesmo, eles realmente tocaram TRÊS faixas do "Ride The Lightining" quase na sequência. Simplesmente maravilhoso.

Como a turnê é baseada no álbum "Death Magnetic", "That Was Just Your Life" inaugura a parte dos novos sons.

Antes da faixa tocar, ouvimos ao fundo uma batida de coração confirmando o óbvio: o Metallica está vivo e respirando muito bem!

The Day That Never Comes”, primeiro single do cd mais novo da banda, lançado em 2008, foi uma das mais cantadas pelo público presente e era notório (mesmo de longe) a satisfação dos músicos no palco.

Sad But True”, do hoje clássico ‘álbum preto’, foi dedicada ao Sepultura. Um pedido de desculpas pelo corte no som dos brazucas em 1999?

Broken, Beat and Scarred”, uma das minhas músicas favoritas de “Death Magnetic”, foi dedicada as vozes que entoavam que “o que não me mata, me torna mais forte”, evocando, na minha interpretação, a fase turbulenta dos caras no início da década.

Fogo, barulhos de tiros e vozes anunciavam “One”, talvez a grande canção sobre os horrores da guerra.

Master of Puppets” é outro clássico absoluto entoado com força por mais de 60 mil vozes.

E outra surpresa aparecia no selist: “Blackened” que fez, mais uma vez, este blogueiro cantar feito criança.

Claro que, mesmo curtindo cada segundo, estávamos cansados e precisávamos de “Nothing Else Matters” para acender os isqueiros novamente e relaxar.

Mas o Metallica é pesado e nada melhor do que voltar a carga com “Enter Sandman”, não é mesmo?

E que fantástica aquela palheta do James Hetfield, hein (o autor da foto do post pegou. Inveja!)?

Era a hora de fazer uma breve pausa. Será que durou 5 minutos? Talvez nem isso. Como eu sei o que vai rolar a cada apresentação, digo ao meu irmão: “Agora é a hora do cover!

E era mesmo. Torci para ser “Whiskey in The Jar” do Thin Lizzy, mas não me decepcionei ao ouvir Hetfield dizendo que a banda homenageada aquela noite seria o Queen. “Stone Cold Crazy, you know!"

Quando os riffs de "Motorbreath" ecoaram pelos falantes, quem quase chorou foi meu irmão: “Caralho, eles vão tocar a música que me fez gostar deles!!” A noite era relamente nossa, cara!

Seek & Destroy” veio para encerrar e coroar uma noite perfeita (sem chuva e uma puta lua cheia sob nossas cabeças) com tiozinhos e moleques delirando.

Obrigado, Metallica!

Setlist:

CREEPING DEATH
FOR WHOM THE BELL TOLLS
THE FOUR HORSEMEN
HARVESTER OF SORROW
FADE TO BLACK
THAT WAS JUST YOUR LIFE
THE END OF THE LINE
THE DAY THAT NEVER COMES
SAD BUT TRUE
BROKEN, BEAT AND SCARRED
ONE
MASTER OF PUPPETS
BLACKENED
NOTHING ELSE MATTERS
ENTER SANDMAN

Bis:
STONE COLD CRAZY (Queen cover)
MOTORBREATH
SEEK AND DESTROY


* Paulo Ricardo (aquele mesmo) em artigo para a Folha de S. Paulo (disponível para assinantes) de segunda, 1° de fevereiro.

Cheio de citações filosóficas para parecer intelectual, o texto dizia, entre outras coisas, que o Metallica tinha músicas como "Kill ´Em All".

O que o cantor escreveu, até cometer essa gafe, era interessante. Depois disso, parei de ler.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Orgulho, Paixão, Glória e Porrada na Orelha!


Novo dvd do Metallica, gravado na Cidade do México, mostra a banda em ótima forma.
Foto: Divulgação.


Este será meu último post sobre o Metallica. Pelo menos até os shows dos dias 30 e 31 de janeiro no Morumbi. Depois das apresentações volto a escrever sobre os caras, claro.

Enquanto escrevo, ouço (e dou aquela olhadela rápida) a faixa "...And Justice For All", gravada ao vivo no México em junho de 2009.

A música faz parte do disco 2 do Dvd duplo "Orgulho, Paixão e Glória" (assim mesmo, em português para agradar os fãs tupiniquins), que acaba de chegar ao mercado com 2 meses de atraso.

Desde o mês de dezembro, a gravadora Universal (que distribiu os CDs da banda mundialmente) havia lançado a versão simples do produto (lá fora os fãs tinha a opção de escolher qual levar), obrigando fanáticos (como eu) a comprar o Dvd, acreditando que o box com dois discos e dois DVDs não chegaria ao mercado brasileiro.

Tolos, eles devem pensar. Amadorismo é pouco para definir essa palhaçada! Mas enfim, chega de lamentações e vamos ao show.

O Metallica brilhou nas três noites no estádio Sol, na cidade do México, em junho de 2009. Músicas antigas, faixas novas e covers permearam as apresentações, que duram em média 2h30min.

A banda está cada vez melhor ao vivo e clássicos como "Seek & Destroy" encaixam bem com as mais recentes, caso de "All Nighmare Long", por exemplo.

A voz de James Hetfield está potente (assim como sua guitarra), provando que como o vinho, a idade só faz o frontman melhorar.

Kirk Hammett destila todo seu profissionalismo e competência (até quando erra, o cara manda bem!).

Robert Trujillo está muito a vontade e faz menos "macaquices" enquanto toca (e como toca!).

Trujillo aparece, em outra passagem do DVD, emocionado durante uma entrevista coletiva com a imprensa local.

Falando em espanhol, o baixista diz estar muito feliz na terra onde sua "madre" nasceu (a mãe dele é mexicana).

No segundo DVD, Trujillo surpreende (a mim, pelo menos) ao fazer o backing vocal de "Blackened" (confira no vídeo abaixo). Muito bom.

Lars Ulrich parece uma crianaça, "socando" sua bateria e, principalmente, não tentando inventar ou fazer novas viradas.

Que venha o show do Brasil! Metal Up Your Ass!!





Ps: Faço apenas uma ressalva: algumas introduções, como as de "Blackened", "...And Justice For All", entre outras, são executadas por gravações e não pela banda ao vivo, o que me deixou um pouco decepcionado.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Dan Brown Perdido


Em seu novo romance, "Símbolo Perdido", autor de "O Código Da Vinci" se perde na história com personagens fracos.

Foto: Divulgação.


Quando "O Código da Vinci" saiu e Dan Brown ficou conhecido no mundo todo, algumas pessoas disseram que o livro, que conta a história de uma suposta linhagem de Jesus Cristo, era uma porcaria. Isso porque eles não leram "O Símbolo Perdido".

Na terceira obra com o personagem Robert Langdon (interpretado no cinema por Tom Hanks), o autor não consegue sustentar uma boa narrativa.

A trama começa quando Langdon, professor simbologista de Harvard, é chamado para dar uma palestra em Washignton a pedido de seu amigo, o maçon Peter Solomon.

Chegando na capital americana, o professor descobre que tudo não passa de uma armadilha e que Solomon corre grande perigo por, teoricamente, saber onde estão escondidos os "Antigos Mistérios" da humanidade capazes de dar superpoderes a quem estiver de posse deles.

Daí é clichê atrás de clichê. Uma personagem feminina, a especialista em ciência noética (seja lá o que isso for) Katharine Solomon, auxilia Langdon em sua busca.

Familiar, não? Pois é, Dan Drown parece que anda assistitindo muitos filmes de Hollywood e sua criatividade, assim com a dos roteiristas, agoniza.

Para ratificar o problema com a criação, temos personagens cheios de atitudes dúbias - a chefe do escritório da CIA, Inoue Sato, é um exemplo - e parecidos com os dos livros anteriores.

O vilão é, mais uma vez, um sujeito excêntrico (para dizer o minímo e não estragar a supresa negativa que o envolve).

Mal´akh dá a Robert Langdon algumas horas para que o professor localize um mapa em troca da vida de Peter Solomon.

Langdon, em certas passagens do romance, parece ter esquecido das outras aventuras que viveu e ainda se surpreende com os fatos que o cercam. Santa inocência.

A obra de Brown peca ainda mais quando perde tempo explicando fatos passados como em um flashback de um filme (como disse certa vez Salmon Rushdie, os autores escrevem livros muito comerciais).

Os eventos de "O Símbolo Perdido" acontecem num período de 24 horas. Jack Bauer fazendo escola, pena que em uma trama vazia e desnecessária.

Dan Brown perdeu a mão para escrever. Será que ele também busca a "palavra perdida"? Ele precisa reencontrá-la urgente.